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Alinhada ao objetivo da SalesForce no Brasil a It4Cloud continua com investimento nesta tecnologia e projetos diferenciados para pequenas e médias empresas no país.

A Salesforce.com avançou a uma velocidade impressionante no mercado brasileiro. Desde que começou um processo mais intenso de expansão internacional, o Brasil ocupa posição de destaque nos investimentos da companhia. Em menos de três anos, a provedora de tecnologias de relacionamento em nuvem passou de um punhado de funcionários para uma operação com mais de 150 pessoas no País.

A base de clientes locais seguiu o mesmo ritmo e também evoluiu de maneira exponencial. Atualmente, são mais de 2,4 mil empresas (sendo que algumas delas rodam milhares de licenças) utilizando as soluções em cloud da companhia em território nacional.

Para Renato Morsch, líder de vendas corporativas da fabricante para a América Latina, o desafio para o futuro é manter o negócio em expansão sem deixar que o sucesso vivenciado até agora tire o gás que tem ajudado a provedora em sua arrancada.

O fato é que não há como não se animar. A Salesforce.com enxerga nada menos que 30 mil potenciais clientes no Brasil. O número pode ser muito maior. O executivo cita, de cabeça, alguns dados do IBGE que indicam que existe algo como 5 milhões de empresas no país. Dessas, algo como 168 mil possuem mais do que cinco funcionários. “Só aí você já vê o tamanho das possibilidades”, comenta.

A estratégia da provedora para avançar no mercado brasileiro contempla uma abordagem muito comum aos fornecedores de soluções em cloud: entrar nas contas com pequenos projetos, oferecer tecnologia de adoção fácil a um custo acessível e provar o valor de um investimento muito rapidamente.

“As pequenas vitórias trazem a visibilidade para expansão dos projetos”, sintetiza Morsch para acrescentar: “Não temos o discurso de chegar no presidente dizendo para vender uma solução que tenta resolver todos os problemas daquela empresa”.  E nos últimos dois anos, a Salesforce.com verificou várias dessas “pequenas vitórias” citadas pelo executivo junto a sua base local de clientes.

A ideia é que isso gere massa crítica e referências que impulsionarão novos projetos. “Fizemos uma primeira colheita, que tende a gerar novas sementes”, compara o executivo, prevendo uma aceleração não linear dos negócios.

Apesar de toda possibilidade de crescimento, o vice-presidente afirma não ver necessidade de construir ou montar uma infraestrutura de data center em solo nacional. Na sua visão, o desafio que pode limitar a expansão toca questões como a formação de mão de obra para dar vasão aos projetos. De olho nisso, a fornecedora colocará em prática um plano de formação de consultores o quanto antes no país.

Por indústria

A meta para 2016 é continuar um trabalho de verticalização iniciado há alguns meses. Se até o momento, os vendedores locais atuavam de olho em clientes nos segmentos de seguradoras/finanças, manufatura e telecom; agora passarão a investir com mais intensidade em setores emergentes de saúde, educação e agronegócio.

Incertezas macroeconômicas, aparentemente, não abalam as projeções da companhia. “O momento no país ainda é meio nebuloso, mas creio que pouco influencia negativamente os nossos negócios”, diz o vice-presidente, que prevê que as coisas devem se manter intensas para a provedora no futuro breve.

Publicado em: http://computerworld.com.br/salesforce-detalha-estrategia-no-brasil